Crônicas de Sade I

Menina...

Se um dia não souber mais o que falar,
se com palavras não puder mais se expressar,
nos ler, nos entender.
Se o mundo roubar-te o sorriso, roubar-te a alegria
e fazer-te engasgar com as palavras
que de dor e por dor não saem.
Sente-se no meu colo menina
e em silêncio me abrace,
apenas venha pro meu colo
e deixe que teus olhos me falem de ti,
deixe que os teus lábios falem por ti,
conforte teu rosto em meu peito
e deixe-o falar por ti…
E deixe que meus braços e abraços falem para ti.

Dividir a Alma a Dois

Nada faz tão bem como o rir, mas rir com alguém que sorri igual ao seu, é dividir a alma a dois.

Empatia

não se vê hoje em dia,
mesmo que tudo se finda,
Trocar-se-á por apatia.
O futuro nebuloso já predizia,
não se sabe ao certo ainda,
mas esta escasso a empatia.
Não há formula produzida,
nem empatia pela própria vida.

Versos Teus, Tão Meus

Entre sílabas do teu corpo despido em versos reinvento-me, reescrevo-me em poesia ao inverso.

Só de Você!

Vez ou outra me bate aquela vontade de lhe dizer tudo o que sinto, tudo o que vive em turbulência dentro de mim… Já pensei em lhe escrever cartas, já pensei em botar no papel tudo aquilo que em mim transborda olhar afora. Todos os meus medos, todos os meus segredos, todos os meus desejos, todos os planos nos quais incluem você, tudo o que faz coçar a minha alma. Mas quando você chega, bota tudo a perder, pois já não necessito das palavras.

Dever

As pessoas tem o direito de ser o que quiser... Eu, o dever de ser excepcionalmente melhor do que fui a um minuto atrás.
 

Sobre Você

Sim, é sobre você;
Agridoce sabor do pecado,
me faz sofrer;
doer, pulsar, desfalecer,
em teu leito, teus braços.

Sobre você;

Sim, é sobre você;
Eu... Nós... Nosso;
cheiros... Desejos, instintos,
bocas, suores; ruídos,
Frenético, gostoso compasso.

Sem juízo... do proibido
pele, carne... mordidos...
Corpos traídos... Tremidos
Corpos, prazeres... Libido.

Sobre você;

Macia e quente... Molhados.
Colados... Calor indecente,
Atraente... Chama ardente,
Sussurros... Rangidos... Gemidos.

Prazeroso... Lascivo;
provoco seus fluidos,
divino e límpido,
Provo do fruto proibido.

Sofro... Sofrer...
Doer de amar, de amor,
com você a onde der;
No peito... Barriga, onde quiser
Te amar, fazer amor... Onde for.

É... Sobre você;

Sim, é sobre você;
Meus poemas,
Meus dilemas,
meu querer e se...

Se você... Sapeca, pestinha,
meu delírio, meu vício,
minha, meu desjuízo,
Hoje, amanha, sempre minha.

Se gosto? - Não, eu enlouqueço;
Se penso? - Não, eu estremeço,
Se desejo? - Sim, eu confesso!
Se a amo? - Até no meu avesso!

É sobre você;
meu querer,
meu prazer,
meu eu, meu ser.

Pobre Alma

Muitas almas humanas são pobres e miseráveis, mas não de bem material, e sim por não enxergar e entender as coisas boas que estão onde os olhos não alcançam.

d'Ventura

Numa estrada destas perdidas,
encontramo-nos os dois, sem querer.
Fitaste-me com ternura... combalida,
em teu olhar vi me perder.

Vínhamos desajeitados da vida,
e peguei-me ao teu sorriso observar.
Tímidos rimos da estrada desconhecida,
mas desconhecido é o caminho para o mar.

Ah! O teu olhar, o teu sorriso.
Visões sob luar noite adentro,
foi saudade, alegria, foi tormento,
Impossível sonho; foi meu abrigo. 

Se desejares saber eu friso,
pensavas em ti todo momento.
Causavas dessossego, também alento,
pois em teu sorrir; "fez-se o paraíso".

Trocávamos risos, dividíamos emoções.
Quão lindos dias vividos em ternura.
Tornávamo-nos suave; jornada e corações.

Poetávamos o amor em sua forma e candura,
uma valsa a bailar como voo de balões.
E pelo vento assim veio o Amor, por ventura

Escritos meus...

Escritos meus sobre tua pele
Teu corpo nu, tua boca, teu ventre...
Escrevia-os noite e dia,
Teu corpo és minha mais bela poesia.