Há caminhos
Há caminhos que não nos levam a lugar algum, e outros que nos levam de volta a nós mesmos.
Realidade Relacional
Há algo que filósofos, sociólogos e cientistas vêm repetindo há séculos:
O mundo se organiza em redes de influência.
Se você joga verdade, compaixão, honestidade na rede — ela se fortalece.
Se você joga mentira, egoísmo, crueldade — o sistema inteiro apodrece.
Isso independe de religião.
É um sistema humano.
É realidade relacional.
Para o Bem ou para o Mal
O Bem e o Mal: duas redes paralelas.
É um ciclo vicioso e inconsciente. Somos parte de um sistema de rede humana — uma realidade relacional. Uma rede do bem. Mas isso também se aplica ao mal.
Fragmento(s)
Há uma inquietude ancestral que ronda os que amam — como um sussurro que vem como uma brisa fria, causando desconforto antes mesmo do gesto.
Amar é equilibrar-se à beira do penhasco; é abrir-se à vertigem d'alma, ao risco do indizível, ao veneno doce que fermenta e se fragmenta entre os olhos e o silêncio.
Porque o amor, quando verdadeiro, não se diz sem que se trema. Ele toca onde a razão hesita e onde o espírito, mesmo em sua altivez, se curva ao mistério.
Há no amor um toque simultaneamente sombrio e iluminado, que nos puxa para fora — e, ao mesmo tempo, nos arrasta para dentro, como se estivéssemos sendo desvelados aos poucos pela mão invisível do tempo.
Aquele que, ao falar de seu amor sem se envenenar d’alma, nem se deixa enveredar pela natureza das coisas criadas, guarda em si uma certeza estéril — e perde, sem conhecer, a mais desconcertante das experiências humanas.
Pois o amor que não transforma — e não se transforma —, que não arde nem desfigura, é apenas sombra do que deveria ser.
Um amor que se explica demais torna-se cálculo matemático.
Um amor que não transborda, seca. Ou apodrece no cárcere da contenção.
Minha natureza
É da minha natureza ser tormenta, e em meu turbilhão, ou se encontra força para voar, ou se sucumbe à voragem.