O poeta contra o tempo
Diante da frieza do tempo, que passa sem remorso —
a angústia da finitude.
O poema é estático;
mas o tempo, carrasco, segue em fluxo.
E nessa discrepância entre obra e vida,
tudo escorre pelas linhas do tempo —
e o poeta, impotente, apenas escreve.
a angústia da finitude.
O poema é estático;
mas o tempo, carrasco, segue em fluxo.
E nessa discrepância entre obra e vida,
tudo escorre pelas linhas do tempo —
e o poeta, impotente, apenas escreve.
O desbotar
Um poema que carrega o próprio cansaço não esbraveja contra o tempo; apenas observa — com a lucidez amarga do seu dissabor.
Às Margens de Mim
Entre o que sinto e o que dele sei, há uma vastidão quase infinita de excentricidades.
A Lavra de Si
Não há plenitude sem que se rasgue o campo e se lavre, em si, o solo fértil da autenticidade.
Ruídos Noturnos
Na calada da noite, vêm barulhos mudos — mas ensurdecedores — que a minha mente produz.
Ecos:
Que não nos tornemos surdos ao clamor do tempo, cegos diante da injustiça,
nem mudos perante a verdade.
Que não sejamos ecos da caverna de Platão, preferindo o conforto das sombras à dor de enxergar.
nem mudos perante a verdade.
Que não sejamos ecos da caverna de Platão, preferindo o conforto das sombras à dor de enxergar.